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pratica musical escola de artes

Este é um blog para divulgar minha escola ,meus alunos e a música em geral.Vão encontrar aqui links diversos criados por mim e também os encontrados na internet. "Se algum autor ou detentor de direitos autorais solicitar, o post sob reclamação será removido. "

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Noel Rosa , O Poeta da Vila!


Noel Rosa




Último Desejo


  
Tom:  Fm 
Intro: Fm Cm C# G7 Cm 

                         Fm 
Nosso amor que eu não esqueço  
                  G7 Dm5-/7   G7           Cm  G#7 G 
E que teve o seu começo numa festa de São João 
                 A#                         G# 
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete 
                 G7  C7 
Sem luar, sem violão 
                  Fm 
Perto de você me calo 
                   G7                   C7 
Tudo penso e nada falo, tenho medo de chorar 
      Fm                Cm 
Nunca mais quero o seu beijo 
                 C#    G7             C   Am7 Dm7 G7 C 
Mas meu último desejo você não pode negar 
                  D7/9                     G7 
Se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga 
                   Cm G 
Se você me quer ou não 
Cm                A#                        G# 
Diga que você me adora, que você lamenta e chora 
            G7   C 
A nossa separação 
    Am7             D7 
Às pessoas que eu detesto 
 G                        G7                      C   C7 
Diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim 
         Fm         C  Am7 
E que eu arruinei sua vida 
                     D7/9       G7            G# Fm7 C 
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim 
 
 
Cena final do filme "Noel, poeta da Vila". A musica "Ultimo Desejo" cantada pelo grande Mestre Wilson das Neves!




Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia(desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Sindrome de Pierre-Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.

Criado no bairro carioca de Vila Isabel, primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento.

Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.

Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, Minha Viola e Festa no Céu, ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de Com que roupa?, um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Essa música ele se inspirou quando ia sair com os amigos, a mãe não deixou e escondeu suas roupas, ele, com pressa perguntou: "Com que roupa eu vou?" Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma sequência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em Positivismo, o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica (Noel Rosa X Wilson Batista) travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como Feitiço da Vila e Palpite Infeliz. Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.

Noel teve ao mesmo tempo várias namoradas e foi amante de muitas mulheres casadas. Casou-se em 1934 com uma moça da alta sociedade, Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci(Juraci Correia de Araújo), a prostituta do cabaré, sua amante de longa data. Era tão apaixonado por ela, que ele escreveu e fez sucesso com a música "Dama do Cabaré", inspirada em Ceci, que mesmo na vida fácil, era uma dama ao se vestir e ao se comportar com os homens, e o deixou totalmente enlouquecido pela sua beleza. Foram anos de caso com ela, eles se encontravam no cabaré a noite e passeavam juntos, bebiam, fumavam, andavam principalmente pelo bairro carioca da Lapa, onde se localizava o cabaré. Ele dava-lhe presentes, joias, perfumes e ela o compensava com noites inesquecíveis de amor.

Noel passou os anos seguintes travando uma batalha contra a tuberculose. A vida boêmia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, à bebida e o cigarro, nas noites cariocas, cercado de muitas mulheres, a maioria, suas amantes. Mudou-se com a esposa para Belo Horizonte, lá, Lindaura engravidou, mas sofreu um aborto, e não pôde mais ter filhos, por isso Noel não foi pai. Da capital mineira, escreveu ao seu médico, Dr. Graça Melo: "Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro". Trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado, mas faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em consequência da doença que o perseguia desde sempre. Deixou sua esposa viúva e desesperada. Lindaura, sua mulher, e Dona Martha, sua mãe, cuidaram de Noel até o fim.





 

terça-feira, 13 de março de 2012

Hino Riograndense e Entardecer :Marcelo Caminha





Entardecer

Tom: Am 
Em 
UM MATIZ CABOCLO
                               B7 
PINTA O CÉU DE VINHO
                           Am      B7
PRÁ MORAR SOZINHO
                              G       B7
TODO O PAGO É POUCO
                           
                       Am       B7
TODO CÉU SE AGITA
                             G       B7
O HORIZONTE É LOUCO
                         Am
NUM MATIZ CABOCLO
B7                        Em 
DE PERDER DE VISTA
  
Am D7   G   B7
AMADA AMADA
                          Am    B7
POR VIVER SOZINHO
                            Em
NÃO ME APEGO A  NADA
Am D7   G   B7
AMADA AMADA
                       Am    B7
POR VIVER SOZINHO
                               Em  
NÃO ME APEGO A  NADA


Em
O MINUANO RINCHA
                              B7
NAS ESTRADAS RUBRAS
                                 Am      B7
REPONTANDO AS NUVENS
                       G       B7
PELO CÉU ARRIBA

                         Am     B7
O SOL PONTE ARDE
                              G       B7
EM SOBRELOMBO À CRISTA
Am                          B7
QUANDO DEUS ARTISTA
                        Em 
VEM PINTAR A TARDE

Am D7   G   B7
AMADA AMADA
                          Am    B7
POR VIVER SOZINHO
                            Em
NÃO ME APEGO A  NADA
Am D7   G   B7
AMADA AMADA
                       Am    B7
POR VIVER SOZINHO
                               Em  
NÃO ME APEGO A  NADA 

UM MATIZ DE CHUMBO
                        E7 
PREDOMINA AGORA
VEM CHEGANDO A HORA
                                       Am 
DE ENCONTRAR MEU RUMO


                                 Dm 
AO SEU OLHAR LOBUNO
G7                           C 
MAIS ALÉM DO POENTE
E7                      F    
ONDE VIVE AUSENTE
E7                          Am 
MEU SONHAR REIÚNO

Dm  G7   C  E7 
AMADA AMADA
                          F 
POR VIVER SOZINHO
E7                             Am 
NÃO ME APEGO A  NADA
Dm  G7   C  E7 
AMADA AMADA
POR VIVER SOZINHO
E7                             Am 
NÃO ME APEGO A  NADA


                





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Antonio Carlos Jobim & Friends - 1996


Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido como Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro.
É considerado o maior expoente de todos os tempos da música brasileira pela revista Rolling Stone, e um dos criadores do movimento da bossa nova. É praticamente uma unanimidade entre críticos e público em termos de qualidade e sofisticação musical.
É também o único artista lusófono na lista dos 500 melhores álbuns de sempre, de acordo com a revista Rolling Stone.
 Aprendeu a tocar violão e piano em aulas, entre outros, com o professor alemão Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil.
Página Oficial:  http://www2.uol.com.br/tomjobim/index_t.htm


Antonio Carlos Jobim & Friends

Este concerto de homenagem no Festival de São Paulo Free Jazz em 27 de setembro de 1993 veio em um momento de visibilidade crescente de  reverência para a música de Tom Jobim. O produtor Oscar Castro-Neves, planejava h´muito tempo trazer músicos de jazz americanos ao Brasil para homenagear Jobim, que aprendeu muito com eles e, por sua vez, gentilmente os abalou com sua música.

The Session

Gravado ao vivo em 27 de setembro de 1993 no Free Jazz Festival em São Paulo, Brasil. O Concerto teve como  diretor musical  Herbie Hancock. 
Equipe Musical: Antonio Carlos Jobim, Shirley Horn (vocais, piano); Gal Costa, Jon Hendricks (vocais); Joe Henderson (sax tenor); Herbie Hancock (piano, teclados), Gonzalo Rubalcaba (piano); Oscar Castro-Neves, Paulo Jobim (violão); Ron Carter (baixo); Harvey Mason (bateria); Alex Acuna (percussão).

*** 
O pianista Gonzalo Rubalcaba por "Agua De Beber" foi nomeado para um Grammy Award 1997 de Melhor Solo Instrumental de Jazz.

Gravado no Festival de Jazz de São Paulo Livre no Brasil em 27 de setembro de 1993, apenas um ano antes da morte de Antonio Carlos Jobim, ANTONIO CARLOS JOBIM / FRIENDS é um tributo de estrelas para o pai da bossa nova, a mistura do tradicional samba brasileiro e cool jazz norte-americano que foi moda em meados dos anos 60. Apresentando uma grande variedade de estrelas, incluindo o pianista Herbie Hancock, Ron Carter baixista, percussionista Alex Acuna e Gal Costa e os cantores Jon Hendricks - para não mencionar o filho Paulo Jobim no violão - o conjunto faixa-13 é mais nítida e, aparentemente, melhor ensaiado do que a maioria como one-off performances. A abertura ao estilo "Melody Prelude" dá início ao processo com um trio de melodias melhores e mais complexos Jobim, interpretado com perfeição pelo grupo reunido antes de continuar através de uma seleção bem escolhida de itens de Jobim clássico e bastante obscuros.Nem a jam session de encerramento do "The Girl From Ipanema" é  falha neste álbum pois é outra forma deliciosada música de Tom Jobim!

Equipe

  • Antonio Carlos Jobim
  • Herbie Hancock - Piano, Keyboards |
  • Joe Henderson - Tenor Saxophone |
  • Shirley Horn - Piano, Vocal |
  • Gal Costa - Vocal |
  • Jon Hendricks - Vocal |
  • Gonzalo Rubalcaba - Piano |
  • Oscar Castro-Neves - Guitar, Producer |
  • Paulo Jobim - Guitar |
  • Ron Carter - Bass |
  • Harvey Mason - Drums |
  • Alex Acuna - Percussion |
  • Richard Seidel - Producer |


Tracks

MP3

 
1
Prelude: Medley: Inutil Paisagem/Triste/Esperanca Perdida
 
2
Ela E Carioca
 
3
The Boy From Ipanema
 
4
Once I Loved
 
5
O Grande Amor
 
6
No More Blues
 
7
Agua De Beber
 
8
A Felicidade
 
9
Se Todos Fossem Iguais A Voce
 
10
Luiza
 
11
Wave
 
12
Caminhos Cruzados

 

13

Finale: The Girl From Ipanema 

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