Visualizações de página do mês passado

pratica musical escola de artes

Este é um blog para divulgar minha escola ,meus alunos e a música em geral.Vão encontrar aqui links diversos criados por mim e também os encontrados na internet. "Se algum autor ou detentor de direitos autorais solicitar, o post sob reclamação será removido. "

terça-feira, 5 de abril de 2011

Beethoven e Cancer

*O efeito da quinta sinfonia,de Beethoven,sobre células tumorais.*

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/29/celulas-tumorais-expos...
http://goo.gl/7o4Jj

Células tumorais expostas à "Quinta Sinfonia", de Beethoven, perderam
tamanho ou morreram

Publicada em 29/03/2011 às 09h02m

Renato Grandelle RIO - Mesmo quem não costuma escutar música clássica já
ouviu, numerosas vezes, o primeiro movimento da "Quinta Sinfonia" de Ludwig
van Beethoven. O "pam-pam-pam-pam" que abre uma das mais famosas composições
da História, descobriu-se agora, seria capaz de matar células tumorais - em
testes de laboratório. Uma pesquisa do Programa de Oncobiologia da UFRJ
expôs uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à meia hora
da obra. Um em cada cinco delas morreu, numa experiência que abre um nova
frente contra a doença, por meio de timbres e frequências.

A estratégia, que parece estranha à primeira vista, busca encontrar formas
mais eficientes e menos tóxicas de combater o câncer: em vez de
radioterapia, um dia seria possível pensar no uso de frequências sonoras. O
estudo inovou ao usar a musicoterapia fora do tratamento de distúrbios
emocionais.

- Esta terapia costuma ser adotada em doenças ligadas a problemas
psicológicos, situações que envolvam um componente emocional. Mostramos que,
além disso, a música produz um efeito direto sobre as células do nosso
organismo - ressalta Márcia Capella, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas
Filho, coordenadora do estudo.



Como as MCF-7 duplicam-se a cada 30
horas, Márcia esperou dois dias entre a sessão musical e o teste dos seus
efeitos. Neste prazo, 20% da amostragem morreu. Entre as células
sobreviventes, muitas perderam tamanho e granulosidade.

O resultado da pesquisa é enigmático até mesmo para Márcia. A composição
"Atmosphères", do húngaro György Ligeti, provocou efeitos semelhantes
àqueles registrados com Beethoven. Mas a "Sonata para 2 pianos em ré maior",
de Wolfgang Amadeus Mozart, uma das mais populares em musicoterapia, não
teve efeito.

- Foi estranho, porque esta sonata provoca algo conhecido como o "efeito
Mozart", um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal - pondera a
pesquisadora. - Mas ficamos felizes com o resultado. Acreditávamos que as
sinfonias provocariam apenas alterações metabólicas, não a morte de células
cancerígenas.

"Atmosphères", diferentemente da "Quinta Sinfonia", é uma composição
contemporânea, caracterizada pela ausência de uma linha melódica. Por que,
então, duas músicas tão diferentes provocaram o mesmo efeito?

Aliada a uma equipe que inclui um professor da Escola de Música Villa-Lobos,
Márcia, agora, procura esta resposta dividindo as músicas em partes. Pode
ser que o efeito tenha vindo não do conjunto da obra, mas especificamente de
um ritmo, um timbre ou intensidade.

Em abril, exposição a samba e funk Quando conseguir identificar o que matou
as células, o passo seguinte será a construção de uma sequência sonora
especial para o tratamento de tumores. O caminho até esta melodia passará
por outros gêneros musicais. A partir do mês que vem, os pesquisadores
testarão o efeito do samba e do funk sobre as células tumorais.

- Ainda não sabemos que música e qual compositor vamos usar. A quantidade de
combinações sonoras que podemos estudar é imensa - diz a pesquisadora.

Outra via de pesquisa é investigar se as sinfonias provocaram outro tipo de
efeito no organismo. Por enquanto, apenas células renais e tumorais foram
expostas à música. Só no segundo grupo foi registrada alguma alteração.

A pesquisa também possibilitou uma conclusão alheia às culturas de células.
Como ficou provado que o efeito das músicas extrapola o componente
emocional, é possível que haja uma diferença entre ouví-la com som ambiente
ou fone de ouvido.

- Os resultados parciais sugerem que, com o fone de ouvido, estamos nos
beneficiando dos efeitos emocionais e desprezando as consequências diretas,
como estas observadas com o experimento - revela Márcia

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Itens compartilhados de raquel

Pesquisar este blog

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Porto Alegre, RS, Brazil
Sou um ser tentando evoluir...